Ontem pediram que eu explicasse a foto de Aquário:
Aquele rapaz é Ganimedes, que foi capturado por Zeus, no momento transformado em Águia com suas características próprias. Zeus, fascinado pela beleza de Ganímedes, o capturou e levou ao Olimpo para servir aos Deuses, como um semi-deus. A função de Ganímedes era servir o “néctar dos Deuses”. Por amor a humanidade, Ganímedes resolve verter sua ânfora cheia do néctar para a humanidade, é o verdadeiro saber. Não questionamos critérios divinos por estarem acima daquilo que somos, mas sempre soou estranho o fato de Zeus, pelo fascinado pela beleza humana de Ganimedes.
Na imagem, a Águia representa uma oitava superior de Escorpião, a sexualidade na sua condição transmutadora da consciência. Ganimedes que representa o Aquário, o Saber na sua maior extensão, provendo a transmutação com o néctar dos Deuses. Os questionamentos são intermináveis assim como a reflexão sobre as intenções e finalidades.
Ganimedes, como o Saber na sua maior extensão está despido de todas as aparências que uma vestimenta pode gerar, desarmado de orgulhos e vaidades, ele serve aquilo que o Saber se fundamenta: o transmutar, o superar e romper as barreiras. Este é o alimento da transmutação, o saber na sua condição verdadeira. Em realidade eles se interdependem. Saber transmutar é condição básica da evolução.
Sem impingir força demasiada na palavra transmutar, substitua ela por agir, então temos “Saber Agir”, sem a recíproca verdadeira e interdependente, então “Agir sempre através do Saber”. ( e por ai vai quase sem fim...)
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